148. Razão. A razão que só tem fé na matéria não se enxerga, talvez por ser tão inobservável quanto sua alma mundana. Perdeu-se de vista e a si mesma. A razão que só crê no imaterial é surda como as pedras que ignora (e que a ignoram melhor). Nada mais ouve e nada mais se ouve dela.
142. Amor. Sentimento (materialmente) desnecessário que torna o outro (espiritualmente) indispensável.
140. Imaginário. Atrito com a realidade, imprescindível para não escorregarmos nela.
137. Gênio. Aquele capaz de obras que, tão caprichosas, sobrevivem à sua capacidade de caprichos.